Continuando meu desejo de escrever posts mais longos (os curtinhos estou guardando para o Twitter), falo hoje sobre o trânsito em São Paulo.
Eu sei que todos os especialistas já falaram sobre o assunto, sei que os 11 milhões de paulistanos estão de saco cheio do trânsito, mas a solução não seria simplesmente proibir os caminhões de circularem na cidade das 06:00hs às 23:00hs ???
Quem passa pela Av. Bandeirantes todo dia sabe o que estou falando. Das 4 faixas da Avenida (em alguns trechos) 3 ficam tomadas pelos "pesadões". E o trânsito trava. Se os caminhões não estivessem lá, não haveria MUITO mais espaço ? Nem precisava ter tirado os fretados da rua.
Acho primeiro que se a cidade tivesse asfalto, os carros andariam melhor. Esse pó de gesso com betume que a prefeitura joga na rua sempre acaba lavado pela chuva, e sobram buracos. Segundo, se tivesse transporte público, não precisaríamos usar o carro, ou poderíamos deixar o carro em algum lugar e seguir adiante via transporte público. Até os fretados vindos de outros municípios, interior e litoral poderiam parar num estacionamento adequado, interligado ao Metrô, por exemplo.
Por que um morador de Nova York não precisa comprar carro ? O que eles lá tem que nós não temos ? São os amigos gringos melhores que nós ? Pra quem já andou de Metrô lá, enfrentando os ratos, a sujeira, os nojentos, os "nóias" e os demais obstáculos, sabe o lixo que é aquilo. Mas aquele lixo permeia Manhattan de tal forma que carro é mesmo desnecessário. O que falta para termos nosso Metrô ??
Falta vontade política. Falta vergonha na cara. Falta amor ao país. Todos que entram pro governo (qualquer forma de governo) só quer cuidar de si mesmo. Ninguém pensa no outro primeiro. Até pode ter uma ou outra excessão, mas duvido que alguém no Congresso, no executivo, no judiciário ou qualquer outro cargo público, pago com dinheiro de impostos, que tenha entrado lá pensando "Eu vim pra ajudar os outros". E nesses "outros"não se incluem parentes e amigos. Ninguém entra lá pensando no bem do público. Pensando em reverter o dinheiro arrecadado em benefícios para a população da melhor forma possível.
Por isso o trânsito está como está. O Brazuca tem que se defender. Tem que sonhar em comprar carro mesmo e ficar disputando metros de espaço nas filas intermináveis de carros em São Paulo. Poluindo o ar de forma insuportável.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
O trânsito de São Paulo
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Marcadores: eco-lógica, Política
Google Analytics e os acessos neste blog - Parte 2
Funcionou minha lógica.
Escrever sobre o post mais visitado e também a frase Google Analytics subiu minha média de acessos no dia seguinte para 40 acessos diários, contra 20 normalmente.
Agora vamos voltar a programação normal.
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Marcadores: Google
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Google Analytics e os acessos neste blog
Já faz um tempo eu tenho adotado o Google Analytics para monitorar este blog. Mas por curiosidade do que por qualquer outra coisa.
E o que mais traz acesso ao blog é um post de Janeiro de 2005, sobre um Jogo de tabuleiro que nada mais é do que uma versão do Monopoly, mas trazendo a Maconha como temática.
Ou seja, meu blog não é "mainstream", mas só porque eu escrevi sobre um jogo que tem "Maconha" no nome, ganhei mais de 15 acessos diários porque o Google me indexou. Unbelievable. Faz mais sucesso que fala de drogas do que quem fala de qualquer outra coisa.
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sábado, 24 de outubro de 2009
Mais do Google Wave
Os "robozinhos" do Wave parecem ser interessantes. Acredito que dê pra fazer muita coisa com eles, especialmente em marketing e aplicações de empresas.
Imagine uma "Wave" ligada ao SAP, consultando disponibilidade de produtos no estoque ? Se tem uma da Amazon (@wavethingy ), porque não uma da sua empresa, buscando produtos no seu ERP ??
Evento corporativo transmitido on-line também. Buscar um arquivo no seu computador do escritório. Quem sabe até uma namorada virtual, melhor que a Eliza né ?
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Educação
Já faz tempo venho querendo colocar textos mais longos aqui no blog. Mas a vida anda corrida demais.
Eu queria colocar minhas idéias sobre grandes temas. E pequenos também. Vou começar por este. Educação. Eu dizia a bem pouco tempo atrás a colegas professores que se Sir Isaac Newton levantasse de seu túmulo, a única coisa que reconheceria seria uma escola, porque não mudou nada em 300 anos.
Educamos para o passado, sendo que na verdade, deveríamos educar para o futuro. Quando o futuro era distante, pensávamos no longínquo século XXI, e agora que estamos no futuro, ensinamos nossos filhos como era o passado. Sem prepará-los para o futuro.
Exemplos temos aos montes. Minha filha veio me pedir ajuda outro dia. Matemática. MDC/MMC. Juro que não lembro mais como calcular essas coisas. Lembro vagamente. Fui no "pai dos burros", o Google. Método simplificado, de um professor da UFSCar. A professora não aceitou. Simplesmente porque era diferente. Porque não conhecia.
Acho que os professores hoje não perceberam que a realidade mudou. Meus filhos já nasceram olhando o mundo, interagindo, super-estimulados. Crianças andam cada vez mais cedo. Falam cada vez mais cedo e aprendem a ler cada vez mais cedo. Demorou, mas a educação reconheceu isso e adotou o sistema atual de 9 anos no fundamental. O que era "pré" virou o 1o. ano. Mas os professores ainda fazem decorar a tabuada. Datas e mais datas. Quando eu estava no ensino fundamental, que nem tinha este nome, existiam enciclopédias em papel, com "livro do ano", para uma atualização dos assuntos. Hoje a enciclopédia é on-line e muitas vezes maior do que uma enciclopédia em papel. Além da enciclopédia, temos podcasts, videocasts, sites, artigos, livros on-line, videos. Tudo a um click de distância. Mas não vejo os professores aceitarem isso.
Pelo contrário, meu filho teve que copiar o conteúdo de um site à mão, no tal "papel almaço". Só faltou o professor dele sugerir hieróglifos, ou pintura rupestre. Professores, de plantão, façam coisas mais elaboradas. Algo diferente. Mudem suas aulas. Explorem a capacidade incrível que a humanidade atingiu de guardar e disponibilizar conteúdo e façam com que as crianças aprendam a pensar em cima da grande diversidade de conteúdo disponível. Isso sim as prepara para o hoje, para o futuro. Quem sabe pensar não fica ultrapassado. Quem sabe pensar terá emprego, em qualquer lugar e a qualquer tempo, havendo crise ou não.
Mas os professores, que teoricamente são a elite cultural, intelectual e etc. não pensam. Se reduzem, se limitam as aulas que tiveram no século passado e as repetem ad nauseam. As mesmas aulas desde a idade média. No velho quadro negro. Como em 1727, ano que morreu Isaac Newton. Lamentável.
O professor não é o mais bem preparado. Ao contrário, é o pior preparado. É o ultrapassado. É o menos qualificado, que não conseguiu se colocar no mercado de trabalho como Engenheiro, Médico ou outra coisa que sonhou. E então vai prestar concurso. Vai dar aula na escola pública. Vai ensinar o passado aos nossos filhos, à geração do futuro. E não faz nada de diferente. Nenhuma inovação. Nenhuma adoção dos conceitos modernos. Ao contrário, as escolas proíbem celular, rejeitam a Wikipedia. Pedem trabalhos feitos à mão, que antes copiávamos das enciclopédias em papel e agora da enciclopédia eletrônica, mas continuamos a ser "copistas". Coisa que não acredito que tenha colaborado muito para minha aprendizagem. Eu aprendi muito mais quando li o que quis, sozinho, sem orientação. Imagine se eu tivesse tido suporte nas minhas tardes na biblioteca pública. Imagine se alguém me tivesse orientado nos meus gostos e preferências, o que eu poderia ter conseguido realizar.
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Marcadores: Educação
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Google Wave - primeiras impressões
Para mim, acho que a maior vantagem do Wave é compartilhar on-line um mesmo documento, editar o mesmo documento ao mesmo tempo que outra pessoa, produzindo um trabalho colaborativo instantaneamente.
É fantástica essa funcionalidade e quando for possível colar grandes quantidades de texto, produzir um livro entre co-autores será MUITO mais rápido e eficiente. Mesmo documentos como por exemplo, planos de negócio. Uma amiga pediu uma ajuda num plano de um novo negócio que ela está criando, e rapidamente foi possível ajudá-la, editando o mesmo documento ao mesmo tempo que ela, corrigindo textos que ela produzia ou acrescentando detalhes e já deixando coisas que ela precisa pensar e pesquisar inerentes ao novo negócio.
Também ela já podia editar em cima dos meus comentários, melhorando o texto e adaptando à realidade dela. Instantaneamente, sem troca de emails, ou documentos compartilhados no Google Docs. É realmente uma nova forma de pensar a Web.
Eu fico aqui imaginando a empresa usando a ferramenta, realmente colaborativa, no dia a dia. Muito bom e nem está pronta ainda. Adorei.
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